A influência da arte na sociedade

As expressões e manifestações do ser humano em relação à vida, ao universo, às suas próprias emoções e experiências é o que muitos chamam de arte. Seja ela pintura, desenho, escultura, poesia, dança…

Embora o conceito seja difuso e possa ser diferente conforme a cultura e a vivência de um povo, a arte está presente em todo o mundo e tem grande influência na vida cotidiana.

A arte na sociedade pode revelar muito sobre o momento presente, sobre o próprio artista e sua relação com o mundo ao seu redor bem como sobre as pessoas que entram em contato com a obra.

O papel da arte na sociedade

Muito pode ser descoberto de um povo ou período pelos artefatos encontrados. O fazer artístico expressa muito sobre o indivíduo, que está inserido no coletivo e, portanto, influencia e é influenciado pelo meio em que vive. Por ter essa capacidade de acessar conhecimentos e sentimentos profundos, a arte pode ser usada de diferentes formas na sociedade.

A arte em diferentes áreas da vida

Expressão do ser humano

Talvez essa seja a função mais conhecida da arte, ou a mais aceita. São os quadros que expressam as angústias pessoais do autor, as poesias que falam da alma do artista, o graffiti no muro que reage a movimentos políticos etc.

É por meio da arte que o ser humano consegue dividir suas experiências e compartilhar sentimentos com todos aqueles que estiverem disponíveis, dispostos e sintonizados. Dessa forma, a arte é livre e não pode ser imposta. É preciso estar aberto para receber e sentir o seu significado, que também será pessoal e íntimo. Tanto o artista que cria a obra quanto a audiência que a aprecia participam do processo de expressão do ser humano. A construção dos significados relaciona-se com a essência de cada um e, portanto, será exclusiva de cada indivíduo que faz e recebe.

Esse espaço de criação e experimentação é intrínseco de todos, sendo assim, todos são artistas, mesmo que não percebam. Ao escrever uma carta, falar sobre seus sentimentos ou presentear um amigo com algo feito por suas próprias mãos, a arte é usada como expressão íntima e única.

Arteterapia

A arte também pode ser uma ferramenta de terapia, cura, autoconhecimento e análise. Muitos elementos podem ser usados, como desenhos, música, teatro e artesanato, para ajudar uma pessoa a acessar sentimentos, memórias e conhecimentos, trazendo à tona bloqueios, traumas e questões que precisam ser analisadas e trabalhadas.

Comunicação

Transpondo barreiras linguísticas, a arte tem a capacidade de comunicar sem palavras. Diferentes grupos e povos podem transmitir uma série de informações por meio da arte, criando uma conexão profunda e presente, que muitas vezes não é possível por meio apenas das palavras.

Educação com arte

Embora o modelo de formação acadêmico seja ainda o mais reconhecido e aceito, outras formas de aprendizado estão ganhando destaque como forma complementar e igualmente importante. As pessoas têm perfis e formas de assimilar conteúdos diferentes: alguns são mais visuais, outros absorvem mais informações pela audição, outros precisam escrever e esquematizar. A arte é uma forma de abrir o leque e democratizar a educação, para que pessoas com esses tipos diferentes de aprendizados possam ser contemplados também.

Sustentabilidade

A arte tem um papel importante na sociedade como forma de ressignificar e reciclar objetos que seriam descartados, reduzindo assim o acúmulo de lixo que temos no nosso planeta. O artesanato é a forma mais comum de transformar e criar com resíduos descartados.

A arte está muito ligada à essência humana, à força criadora que move e conecta as pessoas. Se a sociedade é feita de pessoas, logo, ela é feita de arte.

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ARTESANAL - MANIFESTO

As mãos como ponte dos afetos de dentro para fora
dão forma ao pensamento, à singular expressão.

O artesanal mobiliza o que há de mais humano em nós:
imaginar, criar e fazer,
dar sentido às emoções, memórias, relações,
dar formas, cores, sabores, funções,
dar movimento e beleza.

Nosso ativismo artesanal acontece no “fazendo”:
no olhar sobre e para o mundo,
na escolha de como consumimos e ocupamos o mundo,
na valorização do pequeno, do local e do autoral,
no manejo do corpo com as ferramentas e os materiais,
no aprendizado com o erro, a repetição e o tempo do fazer,
no contato com a natureza e nossas raízes artesãs.

É no “fazendo” que nos colocamos
corajosamente em atrito com o nosso fazer;
é no “fazendo” que transformamos
as coisas, a nós mesmos e o mundo para,
aos poucos,
reacender a sabedoria que está dentro de nós,
de cada um de nós,
de nossa ancestralidade e
do que queremos criar com sentido neste mundo.

Por um mundo feito à mão, um mundo feito por nós!